quarta-feira, novembro 19, 2008

Porto Covo

Com o atraso de um mês aqui coloco as fotos da nossa viagem de finalistas de mestrado, leia-se fim de semana radical, porque acima de tudo somos adeptos de aventuras e de experiências novas!

Mais uma vez adorei estar com vocês, adorei a vossa companhia! A seguir ao mestrado o que vem?!... :)
A equipa perdedora, mas que mais luta deu! Valeu-me um tiro na perna a menos de 1 metro de distância, ou seja, dor intensa!


A visita à vila de Porto Covo!

A chegada a terra depois de uma dura prova de canoagem! Apenas para alguns... eheheh

A visita às cascatas perdidas no deserto alentejano!

O almoço de despedida com a trupe toda: os finalistas e o pessoal simpatiquissimo e disponivel da empresa de desportos (que teve uma grande paciência quando mais do que uma vez nos equipámos como de fôssemos para um evento na altura de fazer desportos radicais).

terça-feira, novembro 18, 2008

De pulseira electrónica a habeas corpus

Nunca pensei que pudesse acontecer tão depressa. Senti a necessidade de fugir e de me abrigar noutro mundo. Nunca me tinha sentido tão presa e controlada. Talvez sempre o tivesse estado, mas nunca me dei conta.


Chegou a hora de sair de casa.
De procurar um espaço meu: um quadrado pintado de memórias e fotografias que me dê a liberdade de me reinventar.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Sabores de sempre

Antes do tempo começar,
Pintei o retrato de um príncipe desconhecido,
Asfixiada pela vela que nos iluminou,
Escondida pelo abraço que te roubei,
Liberta de um sonho irreal.

Aplaudo as palavras que me cantaste.
Colecciono as imagens do sorriso que me envolveu.
E espero que a maré me leve novamente até ti.

sábado, outubro 25, 2008

...

Hoje é daqueles dias que deambulo no ar que respiro
Que tropeço nos meus próprios pés
E que me perco no meu silêncio.
É mais um daqueles dias que vejo todos os filmes que ajudei a construir e que me trazem muitas saudades.
Que oiço as músicas que contam as histórias do meu livro.
Que leio as dedicatórias que me fazem orgulhar das pessoas que a cada dia me fazem crescer.
Que consumo os posts publicados.
Que bloqueio no tempo mergulhada no rio das memórias.
Os pensamentos atropelam-se na minha cabeça.
Sinto-me cansada.
Preciso de arejar as ideias.

sexta-feira, outubro 24, 2008

CBTs


"Obrigado por existirem...."

Por me apoiarem quando não estou confiante. Por me darem miminhos quando estou carente. Pelas anedotas no elevador. Pelas brincadeiras. Pelos jantares e bebedeiras. Pelas dez horas diárias de boa disposição. Pelos almoços no baloicinho. Pelo fantástico ambiente que proporcionaram.

"...Obrigado por serem como são!"

quinta-feira, setembro 18, 2008

Podes parar para pensar?

As palavras são o teu maior refúgio. Ficas envolto nas letras e na carapaça que te protege, que te esconde. É tempo de dissolver as palavras em actos. É tempo de avançares para a frente, e não para trás. Não corras mais para trás na ansiedade de alterar o passado. De mover o futuro para consertar o passado. De enganar o presente com dissertações do passado. De resguardar o passado do presente. Mais uma vez pergunto: “ready or not”?

sábado, agosto 30, 2008

Where?

Quais os locais do mundo onde se é mais feliz? O livro The Geography of Bliss, em português, Geografia da Felicidade, retrata a viagem de um homem, que a partir de Roterdão, onde se encontra o maior centro de estudos mundial da felicidade, define o seu itinerário. Escolheu países tais como a Islândia, uma ilha feliz apesar dos longos e penosos Invernos; ou o Butão, terra paupérrima, onde nem sequer existe um único semáforo, mas que é o cume da felicidade. O livro mergulha assim numa mistura de viagens, psicologia, ciência e humor para investigar não o que é a felicidade mas onde ela se encontra.
No ranking dos 10 países mais felizes do mundo encontram-se a Dinamarca, Porto Rico, Colômbia, Islândia, Irlanda, Suíça, Holanda, Canadá e Áustria. Na lista dos 10 menos felizes figuram o Zimbabwe, Arménia, Moldávia, Bielorrússia, Ucrânia, Albânia, Iraque, Bulgária, Geórgia e Rússia.
Numa altura em que para mim é uma necessidade sair do país, a questão impõe-se: para onde? Prometo pensar no assunto.

terça-feira, agosto 19, 2008

Istambul

Chegou ao fim a viagem a Istambul! Devo dizer que me surpreendeu muito pela positiva! Tinha um grande interesse em conhecer a Turquia mas tinha receio da segurança e da massa grande de muçulmanos. Afinal Istambul foi a cidade onde vi mais policias juntos e as pessoas são super simpáticas e afáveis (destaque ao homem que nos deu um turkish delight quando fomos comprar água e à miuda nos jardins do palácio do Tokapki que nos veio dar beijinhos).
Conhecemos não só a parte europeia: mais pobre, turistica e historica; como também a parte asiática: mais rica, moderna e fashion; e também uma das ilhas desertas e paradisiacas, Buyucada. De destacar: os 13 milhões de pessoas que preenchem istambul (são mais que as mães, por isso não podem entrar na UE senão estamos desgraçados), o patriotismo (bandeiras da turquia em todo o lado, todo o lado mesmo), o pesadelo do tráfego automóvel (tem de se ter muito cuidado a atravessar estradas, se bem que eles até no passeio andam, por isso muito cuidado mesmo), a falta de conhecimentos de inglês (a maior parte só sabe dizer "ok"), o cheiro a turco (é tipo cheiro a suor, e eu cheirei a turco todos os dias em que lá estive), o cheiro a milho frito, os gatos na rua, o lixo acumulado (não há caixotes do lixo, as pessoas bem se esforçam em lavar as ruas, mas há sempre aquele cheiro), nós a andarmos com um sapato de cada raça na Bagdada Caddesi (parte fina de Istambul com brutos carroes e lojas tipo armani e louis vitton) e a viagem de barco num domingo até Buyucada ao lado de 4 bichonas, 2 não sei o quê e uma familia tipica de istmbul: a mulher toda tapadinha, o homem da minha vida que usava mangas de cava por baixo da sweat xxl e a filha gorducha que se ria para os gays.
Whirling Dervishes Ceremony (Sema Ceremony):

Uma das cinco chamadas diárias para a reza:

"No panic, no panic" (um taxista nas ruas de istambul no momento em que estávamos a temer pela nossa vida), "very good, very nice" (o homem do primeiro restaurante que só tinha um prato para nos oferecer que era very good very nice), "10 liras and a kiss" (um gajo no grand bazar), "Yussuf" (o nosso eterno amigo do dervish cafe), "fomos comidos" (a frase mais dita pelos portugueses que por lá encontrámos),... Ficam as fotos e as memórias, e a certeza de um dia lá voltar! A cidade é gigantesca, e apesar de termos visto tudo (ou quase tudo) ficou ainda muito por conhecer.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Take 2

Será que eu não aprendo com os meus erros? Porque continuo a pôr o pé na mesma poça e a não conseguir de lá tirá-lo? Porque continuo a querer algo quando acabou de voar das minhas mãos? Porque só faço as coisas quando o prazo já foi ultrapassado? Porque é que o meu pensamento quando encontra algo forte e luminoso se encosta à mesma tecla durante um grande período de tempo? Porque não consigo dar a volta aos meus pensamentos? Assim acabo por passar sempre um mau bocado.

Nove meses HR

Apenas nove meses, mas parece que estava há anos. Os ponteiros demoravam a percorrer o relógio. Para quem nunca tinha trabalhado, não tinha conhecimentos de Outlook e não estava habituada a obrigações e responsabilidades, foi um grande período de aprendizagem. Aprendi que nunca podemos buscar o perfeito mas sim o possível, que não podemos admitir os nossos erros perante as outras pessoas; que a nossa equipa é competente e todas as outras são incompetentes; que devemos realizar as tarefas e calar mesmo se com elas não estivermos de acordo; que devemos trabalhar vinte e quatro horas por dia em sete dias da semana mesmo se do tempo que estivermos no escritório cinquenta por cento seja dispensado em tarefas da empresa; que devemos nos esforçar para fazer sempre o melhor não para que o nosso trabalho seja reconhecido mas por uma questão de consciência e responsabilidade; que devemos sempre buscar a máxima receita mesmo que para isso estejamos a infringir a lei ou a enganar o consumidor; que devemos mostrar ao nosso chefe o melhor de nós mesmo se tivermos de prejudicar o colega de equipa. Por estes motivos decidi sair. Eu, enquanto pessoa, não me encontro neste estilo de vida e de trabalho. Vou guardar estes ensinamentos numa caixinha e esperar nunca ter de a reabrir. Mas não vou fingir que não me custa deixar a empresa. Não só pelo trabalho em si, mas porque foi quase um ano a conviver com as mesmas pessoas diariamente. Os membros das equipas, os colegas do “olá” e do “bom dia”, os países utilizadores do website, os que apenas tive oportunidade de conhecer nos últimos dias, os que não me consideram transparente.

segunda-feira, julho 28, 2008

Obrigada!

Muito obrigada a todos!
Àqueles que me ofereceram o bilhete para o Ben e àqueles que quiseram mas que não puderam!
Àqueles que me entraram de surpresa pela casa no dia dos meus anos e àqueles que não puderam porque temeram o gueto!

Àqueles que me mandaram mensagens e telefonemas e aos que se lembraram nos cinco dias seguintes!
Àqueles que foram ao jantar e àqueles que não puderam estar presentes!
Àqueles que me ofereceram o poster e àqueles que não puderam!
Muito obrigada mesmo!
O que seria eu sem vocês?! Ok... NADA!

domingo, junho 22, 2008

Pragaaaa

Foi no passado dia 13 de Junho que rumámos a Praga para a nossa primeira trip lebasiana, com o intuito de não só conhecermos a cidade, como matarmos as saudades da nossa Mia!

Ainda não tinha estado em Praga, e... adorei!! É uma cidade antiga, com muita história, com muitas coisas para ver e conhecer, mítica e envolta em mistério! É muito turística, e talvez por isso o custo médio de vida seja similar ao de Portugal, ou em algumas coisas mais caro. A conversão de euros para coroas também não ajudava!lol Os checos são muito antipáticos, rebarbados, os transportes públicos cheiram mal..., e não sabem falar inglês, o que por vezes dificulta a comunicação!
É uma cidade que pretendo voltar um dia para conhecer melhor os locais e monumentos que só pude avistar do lado exterior.
Obrigado não só às lebasi que me acompanharam nesta trip, como também à Mia e Ana pela forma como nos receberam no seu palácio no centro de Praga, com elevador de leste e casa de banho dividida!


sábado, maio 10, 2008

Loucura

Um estado que permite ressucitar a liberdade por alguns instantes
Um conjunto de vivências que não recriam a realidade
Um mundo onde tudo é perfeito e onde as fronteiras são desconhecidas
Um emaranhado de sonhos em que acreditamos
Uma escravatura
Uma obesessão
Um vício.

domingo, abril 13, 2008

O gato que acompanha o ritmo dos passos pequenos e profundos. A lufada de odor a peixe que magoa as narinas. O lixo que se une e se esconde nas demais cadeiras que aguardam pelo calor das visitas que tardam em chegar. O móvel castanho e podre onde já não se fabricam rebuçados. O andar trôpego e cambaleado. O olhar distante e perdido de muitos anos de vida... "É a menina, a minha menina!".

sábado, março 29, 2008

Brasiu

Foi há um ano que partimos em direcção a um dos momentos mais importantes de uma licenciatura: a viagem de finalistas! A escolha do local não foi dificil: Brasil! Após 8 horas de voo aterrámos no aeroporto de Porto Seguro. Eram 18h. A temperatura e a humidade deixavam-me a transpirar de todos os poros e sem conseguir respirar. O odor. Os lenços na mão para tentarem cobrir as alergias. O aeroporto parecia uma barraca abandonada, mas ao menos tinha ar condicionado. Os escaldões. A comida era excelente. A caipirinha e caipirosca e outras tantas bebidas letais enchiam o figado todos os dias. Os brasileiros que confiam em qualquer pessoa e que ficam felizes com moedas euro, mesmo que fiquem a perder. As crianças que mendigavam na rua e que ficavam eufóricas com 3 reais (o equivalente a 0.75€). A anarquia nas ruas, onde os semaforos não funcionavam e nas rotundas não havia prioridades. O custo de vida muito baixo, em que o almoço mais caro foi cerca de 5€, e diga-se que foi na areia onde tinhamos direito a espreguiçadeiras com almofadas. Os animais mais magros e mal nutridos que alguma vez sonhei em ver. O samba e as músicas da Ivete Sangalo. Os mosquitos que andavam sempre em grupos de 10 e que se escondiam em qualquer buraco. Os 3 tipos de repelente que não funcionavam. As idas à farmácia para comprar bandeiras e esparadrapo para os meus pés. A confusão entre casa de banho e banheiro, e entre pensos e ketchup ou sal. Os sumos de maracujá, abacaxi e melancia. A segurança nas ruas e a devolução de uma mala perdida. A dificuldade em subir para as bananas e o medo de ficar rodeada de tubarões. O passeio de buggy que nos deixaram enlameadas. O tão evocado "Sou praieiro, sou guerreiro, estou solteiro, quer mais o quê".
Que saudades!!!...

















domingo, março 09, 2008

Parabens mano

Nem acredito que já fazes 17 anos...! Continuo a ver-te como se tivesses 10. Mudo de canal quando vou parar a um filme com bolinha vermelha. Digo-te para não abrires a porta a estranhos e para trancares a porta. Alerto-te para teres cuidado a atravessar a estrada e para não aceitares nada de estranhos... Parece que cresceste...

Muitos Parabéns Mano! Prometo que vou tentar ser menos galinha....!

domingo, março 02, 2008

"The city that never sleeps"

Conseguiste entrar naquele filme com que sonhas desde o tempo em que usavas óculos dourados e fugias dos ratos: os autocarros a explodirem, os tanques de guerra no meio das ruas, os ataques suicidas, o mundo árabe, o hebraico, o Médio Oriente. Espero que quando regresses de Tel Aviv venhas com conhecimentos para criarmos o nosso governo onde não existe reforma mas sim o "velhão" (similiar ao pilhão) e onde todas as crianças trabalham; pronto damos subsidios para estudarem...Vai ser com certeza o melhor governo desde o 25 de Abril!!

O mito do templo

Já tinhamos saudades do templo. Daquelas voltas infidáveis como se de um labirinto se tratasse. Com aquele frio de cortar a respiração. A decidir, encostados às pedras, qual seria o rumo da noite eborense. Culpa da divergência de opiniões e da grande oferta de espaços noturnos. Desta vez fomos apenas ver se algo tinha mudado. Se todas as pedras estavam no mesmo sitio ou se por ventura havia algo de novo. O que é certo é que o mito das voltas ao templo de Diana marcam as nossas saídas em Évora. Começamos a sentir o seu cheiro a mais de 500 metros de distância. Desta vez, tivemos de marcar o momento. A foto não ficou muito bem, mas o fotógrafo não era bom e tivemos de improvisar.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Multicultural weekend



Foi há uma semana e meia o evento. A expectativa era elevada. O medo também. Medo da colega de quarto. Medo dos membros das equipas. Medo dos companheiros dos jantares. A paisagem era fenomenal. Cavalos. Mar. Serras. Verde. Muito verde. Foram três dias intensivos que pareceram um mês fora de Portugal (de realçar o facto de ter cumprimentado "good morning" a uma empregada da limpeza, e de andar toda trocada com os horários pensando que era normal por causa do fuso horário). A Paola que elogiou o meu espanhol e que salientou que o que apreciava mais na Colômbia era "la gente". O turco que me veio perguntar não sei bem o quê, mas que achei que fosse "quem és tu?", e que por isso me apresentei. O Vikas do Dubai que me obrigava a beber penaltis de vinho. O meu medo quando na primeira noite me vi abandonada numa roda com IT's. Os matraquilhos humanos. O labirinto. A rodagem do filme que nunca mais tinha fim (surpreendentemente ganhámos um prémio qualquer). Os colombianos que só sabem dizer "yes" em inglês. O sofá em frente da discoteca onde fui abandonada pela Zu. Um estrangeiro que entrou no elevador e que carregou em todos os andares (até ao 9º). Os latino americanos a vibrar com o "suavemente", "mar azul", "torero", etc. As constantes idas ao bar a buscar bebida (e o meu estômago a dar as últimas). As idas para o quarto de hotel em ziguezague, sempre de copo na mão. Apesar de tudo isto continuo a sentir-me transparent. Mas para isso tenho resposta: "Go to the jungle!!"

Pestinhas

Pois é... já estão tão grandes os mais pequenos membros da família! Aqueles que me desarrumam a casa toda, que me perdem as peças dos jogos, que não se cansam de jogar à bola, que me despenteiam, que me enchem a sala de desenhos, que esperam que eu seja croma na playstation ou no "mamã dá licença", que me obrigam a ler livros sem fim e a ver desenhos animados! E agora esperamos a vinda de mais um novo elemento juniór para se juntar à festa!

domingo, fevereiro 03, 2008

domingo, janeiro 13, 2008

Foi-se

O fantasma desapareceu. Voltou a transformar-se em sombras. Redescobriu uma nova vida e eu permiti. Continuo a escutar os seus passos mas já não tento controlar o incontrolável. Já não me esforço para o ver porque ele não se esforça para se tornar visível. Já não o condeno. Já não o procuro. Há muito tempo que ele deixou de me assustar, mas eu continuava à espera que me assustasse. Virou-se assim uma página. O que ocorreu foi apenas o prefácio. O prefácio de um livro que está escrito nas minhas mãos.

Primeiras impressoes do mundo do trabalho

Encontrei um lugar que tinha sido costurado com as minhas medidas: informal, na área de estratégia e com bons acessos. Depois de uma experiência de quatro dias numa pequena empresa de consultoria que só respirava programas informáticos, entrei nos finais de Outubro para o mundo do trabalho. Por coincidência, a zu também ia trabalhar comigo. Podia deixar de lado as botinhas e os sapatinhos que me magoam os pés, bem como a calça clássica que me delineia tudo aquilo que tento esconder com as calças de ganga. Passados quase três meses, ainda me custa ouvir o som do despertador e pensar que não o posso adiar e faltar à primeira aula, porque tenho trabalho à minha espera. As chefes são simpáticas. Contudo, por vezes sinto que faço trabalho de secretária e que não estou presente nas decisões mais importantes. Que algumas decisões são tomadas sem sequer passar pelo meu conhecimento. Decisões com as quais não concordo. Quanto aos colegas…haviam algumas caras conhecidas. No geral, simpáticos. Tenho a consciência que se comenta sobre tudo e sobre todos, e que, apesar de por vezes sentir que sou transparente e que se ficar vários dias sem aparecer, ninguém dá pela minha falta, fico algo incomodada com os risos que advêm das conversas por Skype. Os “bom dia”, “boa tarde”, “até amanhã”, é algo que descobri ser difícil para algumas pessoas de pronunciar. Aparte dos problemas de socialização, perdi os três meses de férias e as saídas a meio da semana, mas a carteira começou a ficar mais recheada, apesar de o Estado me retirar 4% em imposto todos os meses.

sábado, dezembro 29, 2007

Sonhos...

Frequentemente. Vivo novamente. A casa que jaz junto ao cruzamento e que um dia foi transformada noutro corpo. A casa de banho que começava e terminava na cozinha. Os quartos onde repousava a máquina de escrever. A lareira quase ou nada utilizada. O búzio. As escadas que se transformavam num escorrega. O palco. As balizas. O quarto sem janela. A lareira. A casa de banho inundada em aranhas. Os coelhos. As galinhas. A casa das bicicletas. Em sonhos. Só em sonhos.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Por vezes cometemos erros que nos perseguem toda a vida. Não lhe chamarei erro, mas sim algo que não fiz e que deveria ter feito. Se tivesse oportunidade para voltar a fazer, faria tudo diferente? Talvez não. Mas então, porque continuo a querer que as coisas fossem diferentes? Este é daqueles sonhos que desejamos que não passem de sonhos. Que não se tornem realidade. Porque a realidade não é aquela que desenhamos no sonho. Quando transpomos o sonho para a realidade, as coisas mudam. Será que continuei a sonhar por muito mais tempo algo que não desejo que se torne realidade?

terça-feira, setembro 25, 2007

Tempos da Faculdade

Já estão a chegar ao fim. Alguém diria uma vez que os tempos da faculdade são os melhores da vida. Começo a acreditar que isso possa ser verdade.
Não mais esquecerei as praxes: as flexões, as danças, a mão dada da Ana com o Samuel, o baptismo, o tribunal a abanar os veteranos, o correr presos em elásticos, a declaração do Eddi. Os jantares do Team Areias: o "eu não soy marinheiro", "ouvi ladrar", a ana a falar ao telemóvel na casa de banho dos homens, o grito a meio da rua, as fotografias, o "you cross the street and then go, go, go....", o "if you are drunk you say feira, if you are not drunk you say feira". A canção das isabéis composta numa aula de tratamento de dados. O dormir nas aulas da Sonia Dahab. As aulas do Manuel Baganha com bolas de berlim que me davam desejos. O medir no elevador. As pontuações às pessoas que passavam. O cortar na casaca do pessoal da turma. As galas: o "vamos dedicar esta canção à turma", "por favor deixa-me dançar em paz", os abraços. As bebedeiras. Os professores. As jantaradas. As cafezadas. O "mini-erasmus". Os três meses de férias. As horas passadas nas salas de computadores. As horas no bar sem fazer nenhum. A mudança do bar fixe para o bar dos ricos. As visitas à Sotancro, Tagus, Jornal de Notícias, Destak. A viagem de finalistas ao Brasil: a mha buba e a da mary, a "reshisthente", "a maria já anda de gatas", o chuveiro do bidé, o "roubo" da mala da Ana, o bazar sem pagar, o passeio de bugy, o passeio das bananas, os meus pés sensíveis, a decepção do alcatraz. O baile de finalistas. A bênção. Os colegas de grupo.
Tenho a certeza de que me irei sempre recordar destes tempos. Porquê? Porque não desejarei esquecer.

segunda-feira, setembro 24, 2007

A religião

É algo que desprezo. Algo que evaporou na minha mente. Nem sempre foi assim. Pedia à minha mãe para ir à catequese, ia à missa aos domingos de manhã (sempre com a intenção de ir à pastelaria tomar o pequeno-almoço), aprendi o Pai-nosso e o Ave-maria (a muito custo), fiz promessas das quais ainda hoje são difíceis de me separar. Mas isso foi até ao dia em que perdi os meus avós. Aí percebi. De que adiantava rezar? De que me adiantava cumprir as promessas? As coisas acontecem por si próprias. Apenas nós podemos fazer com que elas se realizem. Apenas nós poderemos alcançar o que desejamos. Ninguém pode ter a responsabilidade pelos nossos erros. Ninguém pode ser venerado quando cumprimos os nossos objectivos. Por isso me faz confusão a fé. Principalmente em pessoas que julgo inteligentes. No entanto, respeito. Nem todos podemos pensar da mesma maneira. Nem todos podemos agir da mesma maneira. E ainda bem que assim é. Somos pessoas diferentes. E a diferença é algo que valorizo.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Verão Alentejano

O "bom dia" a toda a gente. As ruas vazias e chamuscadas pelo sol que não deixa descansar a velha vila. O som do grilo e das corujas, que dizem, adivinham mortes próximas.
O sino da igreja que, de quando em vez, anima o quotidiano. Os buracos nas estradas já por si quase sem alcatrão. As festinhas compostas pela bela da tasca e pelo som pimba que convida a dançar. O cheiro nauseabundo devido às descargas na ribeira, que ao fim da tarde, intimidam os seres vivos. As vizinhas que se atropelam por uma novidade. O estacionamento gratuito em qualquer parte da vila. O sossego ao início da tarde. Os bancos da Câmara onde, à sombra, se aninham os idosos. As cobras, abelhas, libelinhas e outros tantos insectos que se atravessam na vida de um transeunte. A água que serve a população inundada em calcário. As escolas vazias. O lar de idosos a abarrotar. O sossego, a brisa quente e a aparente paragem no tempo na qual os escouralenses sobrevivem.

Liberdade

Ser livre é poder fazer aquilo que quisermos fazer, ouvir aquilo que desejamos ouvir, pensar aquilo que devemos pensar, sonhar aquilo que imaginamos sonhar. Existem várias formas de liberdade mas todas elas possuem algo em comum: o verbo poder; este vocábulo, a que tão pouca ou nenhuma importância lhe damos. As fronteiras do "eu posso" não existem, mas o comum dos mortais delimita-o com o "eu não posso". As pessoas julgam-se presas a algo a que não se aprisionam. As pessoas julgam-se livres quando se desprendem de algo a que não estão sujeitas. E quando realmente nada puderem fazer, continuarão sem aceitar a magnitude e complexidade do sentido da palavra "liberdade".

domingo, setembro 09, 2007

Canção das Isabéis


Quando aqui chegámos,
Ficámos a anhar, mas não faz mal,
Conhecemos o Team Areias.
Só depois notaram,
Que éramos as três Isabéis,
Todas Isabéis.
Aos jantares não vamos fugir,
Se houver a sangria,
Mas quem pagam são as fotografias,
Das Isabéis...

Aifos, Sevla, Aneleh,
Lebasi, Lebasi...

Ana, Zu e Lena, numa aula de Tratamento de Dados, 2003

segunda-feira, agosto 06, 2007

Medo

Até hoje ainda não se percebeu a razão. Talvez a estrutura do corpo ou até mesmo a imaginação inquietante. Aliás, acredita-se nisso. Não se crê nos argumentos de alguém, que considera serem coisas de outro mundo. Ainda se consegue lembrar. Mais correctamente, não se consegue esquecer. É difícil precisar quando tudo começou, apenas é possível afirmar que não acabou e provavelmente nunca terminará. Durante uns anos não houve uma noite de paz e sossego. A noite atormentava-lhe. O escuro enfraquecia-lhe. Via pessoas. Via vultos. Sentia-os. Apenas conseguia descansar ao amanhecer ou quando dormia acompanhada. Ao fim de tantos anos, foi delineada uma estratégia: nunca abrir os olhos no escuro. Ainda hoje o faz. Esse hábito entranhou-se no seu modo de vida. Será que era tudo imaginação de uma criança de 4 anos, anoréctica e com convulsões frequentes? Ou será, como “diagnosticou” uma vidente eborense, vingança de pessoas que odiavam a sua família? Só há poucos anos conseguiu descoser a almofada que trazia consigo santas e orações para espantar as pessoas que lhe queriam mal. Durante muitos anos dormiu com essa almofada. Diminuiu, é verdade. Há muitos anos que a sua visão não alcança pessoas na penumbra. Mas o medo, esse continua presente. É expressamente proibido pensar neste assunto antes de adormecer. O seu coração começa a bater muito depressa, e todos os seus sentidos despertam como se estivessem à espera de alguém. Este é um trauma do qual tenho dúvidas se algum dia conseguirá escapar.

segunda-feira, julho 30, 2007

Ready or not

Uma lua iluminando amores impossíveis. Uma sombra sobrevoando amores quase perfeitos. Quando o luar se esvanecer e a sombra se transformar na névoa transparente. Só assim é possível. A sombra numa noite de luar é difícil de sustentar, de se mover, de se fazer ver. Só alcançam a felicidade em separado. É disso que continuava à espera. Mas não posso esperar mais. A sombra é dependente de mim. Só existe se eu quiser. Só sobrevive se eu o permitir. E a lua pode desaparecer. Pode-se camuflar na noite, alheia a tudo e a todos. Pode extinguir tudo aquilo que ilumina como se de cinzas se tratasse. Cinzas. É isso. As cinzas.

quarta-feira, julho 25, 2007

Sou

Sem dúvida a lua tem um papel bastante importante na minha vida. Teve, tem e certamente terá. Sem a sua influência teria o mesmo comportamento diariamente. A minha vida seria muito monótona. Não teria estas oscilações de humor e comportamentais tão características em mim, que por vezes pode criar nas outras pessoas a sensação de que tenho duas faces.
Tudo o que quiserem saber sobre o passado é só perguntarem. Tenho uma memória de elefante. Lembro-me de tudo com todos os pormenores. A minha ligação com o passado é bastante forte. Guardo todas as recordações. Mesmo que possam parecer ridículas. Todos os principais momentos da minha vida estão arquivados algures numa arca. Talvez por isso tenha dificuldade em superar marcas do passado. Porque nunca me desligo dele.
A imaginação alimenta-me o futuro. O meu espírito criativo é notável. Sonho o que já aconteceu, aquilo que ocorre no meu dia-a-dia e o que um dia irá surgir na minha vida. Sonho, sonho, sonho a cada instante. É uma forma de navegar na realidade por uns momentos. Mas por outro lado posso sofrer decepções. Afinal aquilo que tanto sonhei antes de adormecer, não aconteceu e provavelmente nunca haverá oportunidade de se realizar.
Em relação ao presente procuro sempre o conhecimento, a evolução, a perfeição. Talvez por isso não tenho facilidade na vida sentimental. Desejo sempre o ideal.
“Carapaça dura, coração doce”. É difícil que as pessoas me conheçam. Para isso é preciso que eu permita. Utilizo uma espécie de fortaleza que não é fácil de ser ultrapassada. Muito em parte devido à minha desconfiança, e por vezes à minha timidez. Não é qualquer pessoa que me conheça bem. Aliás de todos os amigos que tenho posso listar menos de 5, aqueles que me conheçam na perfeição.
Sou bastante intuitiva, já que utilizo os meus sentidos a 100%. Exploro-os até ao limite. A visão (por vezes distorcida, é certo), a audição e o olfacto, são os mais apurados. Talvez por isso seja muito sensível ao ambiente externo. Tenha dificuldade em controlar as emoções e os sentimentos. Me conceda a mim própria mais tempo para me adaptar a novos ambientes.
Como me costumam dizer “ando sempre de antenas no ar”. Sou bastante atenta. Sei sempre tudo o que se passa à minha volta. Mas de contraste sou uma desorientada. Se me indicarem o caminho de ida, também necessitam de me indicar o de volta. É a melhor maneira de se livrarem de mim. Colocarem-me num local que não conheça e não me dizerem como saio de lá. Não sei porquê. Será porque foco a minha atenção em coisas sem importância? Ou porque nem sequer foco a atenção em lado nenhum?
Um dos meus maiores defeitos é ser preguiçosa. Bastante, para ser sincera. Muitas vezes não faço determinadas coisas só porque não me apetece fazê-las, mesmo que seja importante. Por exemplo, se não tivesse ninguém que me preparasse o jantar, não teria paciência para cozinhar todos os dias. Ou encomendava ou simplesmente não comia.
Orgulhosa e teimosa. Faço todos os possíveis para mostrar que tenho razão naquilo que digo e naquilo que faço. Quando descubro que afinal não tenho razão, nem quero ouvir falar no assunto. Para dar o braço a torcer sou do piorio. Primeiro tenho de exaustivamente me mentalizar que a razão não está do meu lado.
Não sou muito de palavras. Quer dizer quando conheço as pessoas sou uma tagarela. Mas na verdade não se pode dizer que sou uma pessoa extrovertida. E sei que transmito isso para as outras pessoas. Mas que hei-de fazer?
Gosto das pessoas. Gosto da sua cultura. Gosto de fotografia. Jornalismo. Fofocas. Mistério. Noite. Alentejo. Família. Dançar. Cantar. Dormir. Comer. Escrever. Futebol. Ping Pong. Viagens. Pobreza. Ler. Crianças.
Não gosto da religião. Não gosto da mentira. Estereótipos. Racismo. Trabalhos domésticos. Correr. Conduzir. Cremes para isto e para aquilo. Futilidade. Barcos. Arrogância. Médicos.

quarta-feira, junho 27, 2007

Canção célebre

Mesmo ao cimo do montado
no ponto mais elevado
havia um enorme sobreiro.

E de todos era a cobiça
ao dar bolota e cortiça
no montado era o primeiro.

Mas num dia de tempestade
ouviu-se soar na herdade
o ribombar de um trovão.

E no céu uma faixa risca
e uma enorme faísca
fez do sobreiro em carvão.

E agora
no mesmo sítio lá mora
um chaparro altaneiro.

Que em noites de luar
houve o montado a chorar
com saudades do sobreiro.

E é assim a nossa vida
constantemente vivida
quase sempre a trabalhar.

E quando um dia a morte vem
cá deixamos sempre alguém
com saudades a chorar.

terça-feira, junho 26, 2007

Porquê?

"Quem ama de verdade, ama em silêncio, com actos e nunca com palavras."
Ao fim de tantos anos...! Será paranóia?! Estarei a dar em doida?!

sexta-feira, junho 22, 2007

O perfil de compositoras

Vida Alentejana
A vida no Alentejo
é uma injustiça
as pessoas trabalham muito a cortar e a fazer cortiça.
O Inverno no Alentejo
as pessoas fazem a lareira
para assar e comer
a rica farinheira.
Nas quintas do Alentejo
há muitos animais
desde o porco
até aos pardais.
No Alentejo
o sol brilha todo o dia
as crianças brincam muito
com o coração cheio de alegria.
Alentejo saudável!
A criança
A criança quando é bebé
aprende a andar, falar, brincar, dançar, cantar
e a cantar.
A criança quando cresce
às vezes é traquina
parte tudo à sua mãe
e fica só com a Nina (a boneca).
Depois quando é adolescente
anda sempre ocupada
anda sempre a estudar
e depois não faz mais nada.
A criança quando é bebé
aprende a andar, falar, brincar, dançar, cantar
e a cantar.
Depois quando é velhinha
fica sentada no seu cadeirão
a ler o jornal, jornal, jornal.
As crianças pobres
Algumas crianças
são órfãs de pais
não conhecem o mundo
as pessoas e os animais.
São pobres, são pobres
é uma tristeza
não têm comida
é mesmo a pobreza.
Essas crianças não recebem prendas
nos Natais
e mesmo assim
dormem nos olivais.
Não têm comida
não têm animais
não têm ajuda
nem mesmo os pais.
O cavalo
Nós temos um cavalo
que é muito mansinho
gosta muito de brincar
com o seu filhinho.
O nosso cavalo
come muita palha
de dia e de noite
e não nos deixa fazer a malha.
O cavalo é castanho
tinha o rabo preto
e a cor do seu filhinho
era igual à de um cabritinho.
O cavalo era bonito
e era muito forte
um dia apareceu
uma égua que lhe deu a sua sorte.
Por Lena, Laura e Mafalda
Algures em meados da década de 90
Escoural

quarta-feira, julho 12, 2006

Dizem que tem a ver comigo

Só pra dizer que te amo
Nem sempre encontro o melhor termo
Nem sempre escolho o melhor modo

Devia ser como no cinema
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém

O teu mundo está tão perto do meu
E o que eu digo está tão longe
Como o mar está do céu

Só pra dizer que te amo
Não sei porque este embaraço
Que mais parece que só te estimula

E até no momento em que digo o que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E ate parece que estou a mentir

As palavras custam a sair
Não digo o que estou a sentir
Digo o contrário do que estou a sentir

O teu mundo está tão perto do meu
E o que eu digo está tão longe
Como o mar está do céu

E é tão difícil dizer amor
É bem melhor dize-lo a cantar
Por isso esta noite
Fiz esta canção

Para resolver o meu problema de expressão
Para ficar mais perto, bem mais de perto...
Para ficar mais perto, bem mais de perto...

quinta-feira, julho 06, 2006

Versos de Florbela Espanca

Não digas adeus!
Abranda mais o ritmo dos teus passos,
sente o perfume da paixão antiga,
dos nossos bons e distantes abraços!

Carta a gozar para gente convencida

Ai Edu, Edu!
O que eu suspiro por ti todos os dias…
Desde o Natal que te cuidas melhor e eu olho para essas tuas mudanças de visual com esperança que elas também se dêem no teu coração e que olhes para mim algum dia. E esse dia será para mim o melhor de toda a minha vida.
As tuas belas botas pretas que te ficam maravilhosamente bem e as tuas calças de ganga que tocam em quase toda a superfície do teu esbelto corpo deixam-me sem respiração. E se passo ao teu lado desejo que alguém me faça uma rasteira e eu caia em teus fortes braços e possa cheirar o teu delicado aroma. E no dia em que, por fim, terei a honra de estar nos teus braços te declararei o amor que sinto por ti. É algo indescritível e indestrutível. Desejo-te com toda a força do meu ser.
É rara a noite em que contigo não sonho. E os sonhos que tenho contigo… suspiro pelo dia em que os poderei pôr em prática. Só contigo, meu amor.
Quando tu fores meu e eu for tua passaremos horas extraordinárias que nunca iremos esquecer. Quero beijar-te, sentir-te parte de mim.
Que poderei fazer para que isso aconteça? Esperar resignadamente é a única solução.
Anseio loucamente pelo dia em que me dirigirás o olhar, um sorriso, uma palavra.
E quando fores meu serás para todo o sempre porque eu não te deixarei fugir.

quarta-feira, julho 05, 2006

Onde estamos?

É tudo como uma toupeira, por mais que tentarmos impedir a sua passagem, ela vai sempre aparecer noutro lado. Quanto mais tentamos esquecer uma coisa, mais pensamos inconscientemente nela. O que estará mais correcto: se giramos em torno de tudo ou se tudo gira em torno de nós?

segunda-feira, junho 19, 2006

Frases que ficam na memória

- "Abraça-me Miguel" (Louura em Lloret...ainda se está por descobrir se isto é verdade, ou se foi invenção do Miguel)
- "Depois da cena que me disseste ontem não estava minimamente à espera que me ligasses" (uma tia que ia a falar ao telemovel)
- "Lembraste quando trabalhávamos naquela cena dos livros? Éramos tão novos!..." (uns que estavam a comentar na Feira do Livro da Amadora)
- "Fui expulsa do meu próprio quarto!" (Veran, numa visita do clube a Mérida)
- "Sou uma cadelinha atrás de vocês" (Andreia)
- "Estou apanhada por ti!" (Ângela, a um tal de Nelson)
- "Hoje vens toda azul!" (Macau)
- "Olá, eu sou a Inês,...vou-me embora" (Louura, em Sesimbra)
- "Que fique bem claro que eu te odeio" (uma pessoa k não gosta mm nd de mim)
- "És uma personagem" (Nene)
- "Posso saber o teu nome? Não!!" (a mha perseguição em LLoret)
- "É um borracho!" (a minha mae para um gajo nada de especial)
- "He's perfect!" (para mim o homem perfeito)
- "A piscina tem muito calcário! Não é nada, é cálcio" (Laura, e a minha brilhante resposta)
- "Ursinho de peluche da nívea" (JP para a Louura)
- "Humidade seca" (Patricia)
- "Yo soy paraguayo y estoy aquí para comer tua mujer. Pra kê? Para guaio!" (Tobias...a Ângela continua sem perceber a piada ao fim de tantos anos!)
- "Fui comprar o Ética para um Jovem à farmácia" (Patrícia, de pois de a prof de filosofia, no gozo, ter mandado o pessoal ir comprar o livro à farmácia)
- " As notícias não correm depressa, os interessados é que correm atrás delas" (Thi)
- "O meu mede 6cm, mas quando penso em ti vai aos 12cm" (oh god, é mlhr nem dizer kem é...por causa da reputaçao)
- "Trataste-me como um cãozinho" (xiii...coisas parvas k me dizem)
- "E depois de tudo isto vem a prostituição" (eu, à porta da embaixada, no meio de uma conversa sobre Erasmus)
- "Fui de barco da Madeira ao Canadá" (Peixoto)
- "Os meus tios têm aqui terrenos em Sesimbra" (Peixoto)
- "Olá Pato Donald" (o meu pai quando cumprimentava uma pessoa mascarada de Tweety numa rua de Albufeira)
- "Cuidado ao mergulharem para não partirem o chão da piscina" (o dono de uma casa no Algarve. no coment...!)
- "Merda a merda enche o joao nuno o papo" (esta foi a altura em que me drogava...lol)

terça-feira, junho 06, 2006

Texto de Jorge Luis Borge

" Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima tratava de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais, seria mais tolo ainda do que tenho sido.
Na verdade bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiénico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios, iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida; claro que tive momentos de alegria.
Mas se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos.
Não os perca agora.
Eu era desses que nunca ia a parte alguma sem termometro, uma bolsa de agua quente, um guarda chuva e um para quedas; se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver começaria a andar descalço no começo da Primavera e continuaria assim até ao final do Outono.
Daria mais voltas pela minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças.
Se tivese outra vez uma vida pela frente...
(mas, já viram, tenho 85 anos...)"
Jorge Luís Borge

Versão anti-machismo

“Mulherengo” e “engatatão” são expressões mulherengas e engatatonas que os homens inventaram para se sentirem superiores às putas. Os homens nunca querem possuir as mulheres mas sim tê-las emprestadas. Mas as raparigas, por natureza e formação, gostam de ser independentes. E só há uma coisa preferível a ser independente – é ninguém depender de nós.

Alentejo

A planície invade-nos logo que chegamos. Passamos a olhar o longe, em distâncias incertas, como num caminhar para o sonho. Mais adiante, a vegetação espanta-nos, qual oásis já esquecido por tanto oiro do sol e da terra. Um riacho aqui, um rio acolá, entrecortam a terra rude que domina o olhar, formando por vezes lagos enormes, sob a forma de barragens. Pouco a pouco, vamos entrando na alma do Alentejo. Montes cheios de sobriedade, vilas aprumadas de branco, aldeias que acolhem fraternalmente, cidades que nos convidam a ficar.

Re-descoberta

Sinto que voltei a ser eu. As minhas tatuagens lunáticas nunca estiveram tão visíveis, mesmo por baixo da roupa. Deixei de as esconder. As...