domingo, junho 22, 2008

Pragaaaa

Foi no passado dia 13 de Junho que rumámos a Praga para a nossa primeira trip lebasiana, com o intuito de não só conhecermos a cidade, como matarmos as saudades da nossa Mia!

Ainda não tinha estado em Praga, e... adorei!! É uma cidade antiga, com muita história, com muitas coisas para ver e conhecer, mítica e envolta em mistério! É muito turística, e talvez por isso o custo médio de vida seja similar ao de Portugal, ou em algumas coisas mais caro. A conversão de euros para coroas também não ajudava!lol Os checos são muito antipáticos, rebarbados, os transportes públicos cheiram mal..., e não sabem falar inglês, o que por vezes dificulta a comunicação!
É uma cidade que pretendo voltar um dia para conhecer melhor os locais e monumentos que só pude avistar do lado exterior.
Obrigado não só às lebasi que me acompanharam nesta trip, como também à Mia e Ana pela forma como nos receberam no seu palácio no centro de Praga, com elevador de leste e casa de banho dividida!


sábado, maio 10, 2008

Loucura

Um estado que permite ressucitar a liberdade por alguns instantes
Um conjunto de vivências que não recriam a realidade
Um mundo onde tudo é perfeito e onde as fronteiras são desconhecidas
Um emaranhado de sonhos em que acreditamos
Uma escravatura
Uma obesessão
Um vício.

domingo, abril 13, 2008

O gato que acompanha o ritmo dos passos pequenos e profundos. A lufada de odor a peixe que magoa as narinas. O lixo que se une e se esconde nas demais cadeiras que aguardam pelo calor das visitas que tardam em chegar. O móvel castanho e podre onde já não se fabricam rebuçados. O andar trôpego e cambaleado. O olhar distante e perdido de muitos anos de vida... "É a menina, a minha menina!".

sábado, março 29, 2008

Brasiu

Foi há um ano que partimos em direcção a um dos momentos mais importantes de uma licenciatura: a viagem de finalistas! A escolha do local não foi dificil: Brasil! Após 8 horas de voo aterrámos no aeroporto de Porto Seguro. Eram 18h. A temperatura e a humidade deixavam-me a transpirar de todos os poros e sem conseguir respirar. O odor. Os lenços na mão para tentarem cobrir as alergias. O aeroporto parecia uma barraca abandonada, mas ao menos tinha ar condicionado. Os escaldões. A comida era excelente. A caipirinha e caipirosca e outras tantas bebidas letais enchiam o figado todos os dias. Os brasileiros que confiam em qualquer pessoa e que ficam felizes com moedas euro, mesmo que fiquem a perder. As crianças que mendigavam na rua e que ficavam eufóricas com 3 reais (o equivalente a 0.75€). A anarquia nas ruas, onde os semaforos não funcionavam e nas rotundas não havia prioridades. O custo de vida muito baixo, em que o almoço mais caro foi cerca de 5€, e diga-se que foi na areia onde tinhamos direito a espreguiçadeiras com almofadas. Os animais mais magros e mal nutridos que alguma vez sonhei em ver. O samba e as músicas da Ivete Sangalo. Os mosquitos que andavam sempre em grupos de 10 e que se escondiam em qualquer buraco. Os 3 tipos de repelente que não funcionavam. As idas à farmácia para comprar bandeiras e esparadrapo para os meus pés. A confusão entre casa de banho e banheiro, e entre pensos e ketchup ou sal. Os sumos de maracujá, abacaxi e melancia. A segurança nas ruas e a devolução de uma mala perdida. A dificuldade em subir para as bananas e o medo de ficar rodeada de tubarões. O passeio de buggy que nos deixaram enlameadas. O tão evocado "Sou praieiro, sou guerreiro, estou solteiro, quer mais o quê".
Que saudades!!!...

















domingo, março 09, 2008

Parabens mano

Nem acredito que já fazes 17 anos...! Continuo a ver-te como se tivesses 10. Mudo de canal quando vou parar a um filme com bolinha vermelha. Digo-te para não abrires a porta a estranhos e para trancares a porta. Alerto-te para teres cuidado a atravessar a estrada e para não aceitares nada de estranhos... Parece que cresceste...

Muitos Parabéns Mano! Prometo que vou tentar ser menos galinha....!

domingo, março 02, 2008

"The city that never sleeps"

Conseguiste entrar naquele filme com que sonhas desde o tempo em que usavas óculos dourados e fugias dos ratos: os autocarros a explodirem, os tanques de guerra no meio das ruas, os ataques suicidas, o mundo árabe, o hebraico, o Médio Oriente. Espero que quando regresses de Tel Aviv venhas com conhecimentos para criarmos o nosso governo onde não existe reforma mas sim o "velhão" (similiar ao pilhão) e onde todas as crianças trabalham; pronto damos subsidios para estudarem...Vai ser com certeza o melhor governo desde o 25 de Abril!!

O mito do templo

Já tinhamos saudades do templo. Daquelas voltas infidáveis como se de um labirinto se tratasse. Com aquele frio de cortar a respiração. A decidir, encostados às pedras, qual seria o rumo da noite eborense. Culpa da divergência de opiniões e da grande oferta de espaços noturnos. Desta vez fomos apenas ver se algo tinha mudado. Se todas as pedras estavam no mesmo sitio ou se por ventura havia algo de novo. O que é certo é que o mito das voltas ao templo de Diana marcam as nossas saídas em Évora. Começamos a sentir o seu cheiro a mais de 500 metros de distância. Desta vez, tivemos de marcar o momento. A foto não ficou muito bem, mas o fotógrafo não era bom e tivemos de improvisar.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Multicultural weekend



Foi há uma semana e meia o evento. A expectativa era elevada. O medo também. Medo da colega de quarto. Medo dos membros das equipas. Medo dos companheiros dos jantares. A paisagem era fenomenal. Cavalos. Mar. Serras. Verde. Muito verde. Foram três dias intensivos que pareceram um mês fora de Portugal (de realçar o facto de ter cumprimentado "good morning" a uma empregada da limpeza, e de andar toda trocada com os horários pensando que era normal por causa do fuso horário). A Paola que elogiou o meu espanhol e que salientou que o que apreciava mais na Colômbia era "la gente". O turco que me veio perguntar não sei bem o quê, mas que achei que fosse "quem és tu?", e que por isso me apresentei. O Vikas do Dubai que me obrigava a beber penaltis de vinho. O meu medo quando na primeira noite me vi abandonada numa roda com IT's. Os matraquilhos humanos. O labirinto. A rodagem do filme que nunca mais tinha fim (surpreendentemente ganhámos um prémio qualquer). Os colombianos que só sabem dizer "yes" em inglês. O sofá em frente da discoteca onde fui abandonada pela Zu. Um estrangeiro que entrou no elevador e que carregou em todos os andares (até ao 9º). Os latino americanos a vibrar com o "suavemente", "mar azul", "torero", etc. As constantes idas ao bar a buscar bebida (e o meu estômago a dar as últimas). As idas para o quarto de hotel em ziguezague, sempre de copo na mão. Apesar de tudo isto continuo a sentir-me transparent. Mas para isso tenho resposta: "Go to the jungle!!"

Pestinhas

Pois é... já estão tão grandes os mais pequenos membros da família! Aqueles que me desarrumam a casa toda, que me perdem as peças dos jogos, que não se cansam de jogar à bola, que me despenteiam, que me enchem a sala de desenhos, que esperam que eu seja croma na playstation ou no "mamã dá licença", que me obrigam a ler livros sem fim e a ver desenhos animados! E agora esperamos a vinda de mais um novo elemento juniór para se juntar à festa!

domingo, fevereiro 03, 2008

domingo, janeiro 13, 2008

Foi-se

O fantasma desapareceu. Voltou a transformar-se em sombras. Redescobriu uma nova vida e eu permiti. Continuo a escutar os seus passos mas já não tento controlar o incontrolável. Já não me esforço para o ver porque ele não se esforça para se tornar visível. Já não o condeno. Já não o procuro. Há muito tempo que ele deixou de me assustar, mas eu continuava à espera que me assustasse. Virou-se assim uma página. O que ocorreu foi apenas o prefácio. O prefácio de um livro que está escrito nas minhas mãos.

Primeiras impressoes do mundo do trabalho

Encontrei um lugar que tinha sido costurado com as minhas medidas: informal, na área de estratégia e com bons acessos. Depois de uma experiência de quatro dias numa pequena empresa de consultoria que só respirava programas informáticos, entrei nos finais de Outubro para o mundo do trabalho. Por coincidência, a zu também ia trabalhar comigo. Podia deixar de lado as botinhas e os sapatinhos que me magoam os pés, bem como a calça clássica que me delineia tudo aquilo que tento esconder com as calças de ganga. Passados quase três meses, ainda me custa ouvir o som do despertador e pensar que não o posso adiar e faltar à primeira aula, porque tenho trabalho à minha espera. As chefes são simpáticas. Contudo, por vezes sinto que faço trabalho de secretária e que não estou presente nas decisões mais importantes. Que algumas decisões são tomadas sem sequer passar pelo meu conhecimento. Decisões com as quais não concordo. Quanto aos colegas…haviam algumas caras conhecidas. No geral, simpáticos. Tenho a consciência que se comenta sobre tudo e sobre todos, e que, apesar de por vezes sentir que sou transparente e que se ficar vários dias sem aparecer, ninguém dá pela minha falta, fico algo incomodada com os risos que advêm das conversas por Skype. Os “bom dia”, “boa tarde”, “até amanhã”, é algo que descobri ser difícil para algumas pessoas de pronunciar. Aparte dos problemas de socialização, perdi os três meses de férias e as saídas a meio da semana, mas a carteira começou a ficar mais recheada, apesar de o Estado me retirar 4% em imposto todos os meses.

sábado, dezembro 29, 2007

Sonhos...

Frequentemente. Vivo novamente. A casa que jaz junto ao cruzamento e que um dia foi transformada noutro corpo. A casa de banho que começava e terminava na cozinha. Os quartos onde repousava a máquina de escrever. A lareira quase ou nada utilizada. O búzio. As escadas que se transformavam num escorrega. O palco. As balizas. O quarto sem janela. A lareira. A casa de banho inundada em aranhas. Os coelhos. As galinhas. A casa das bicicletas. Em sonhos. Só em sonhos.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Por vezes cometemos erros que nos perseguem toda a vida. Não lhe chamarei erro, mas sim algo que não fiz e que deveria ter feito. Se tivesse oportunidade para voltar a fazer, faria tudo diferente? Talvez não. Mas então, porque continuo a querer que as coisas fossem diferentes? Este é daqueles sonhos que desejamos que não passem de sonhos. Que não se tornem realidade. Porque a realidade não é aquela que desenhamos no sonho. Quando transpomos o sonho para a realidade, as coisas mudam. Será que continuei a sonhar por muito mais tempo algo que não desejo que se torne realidade?

terça-feira, setembro 25, 2007

Tempos da Faculdade

Já estão a chegar ao fim. Alguém diria uma vez que os tempos da faculdade são os melhores da vida. Começo a acreditar que isso possa ser verdade.
Não mais esquecerei as praxes: as flexões, as danças, a mão dada da Ana com o Samuel, o baptismo, o tribunal a abanar os veteranos, o correr presos em elásticos, a declaração do Eddi. Os jantares do Team Areias: o "eu não soy marinheiro", "ouvi ladrar", a ana a falar ao telemóvel na casa de banho dos homens, o grito a meio da rua, as fotografias, o "you cross the street and then go, go, go....", o "if you are drunk you say feira, if you are not drunk you say feira". A canção das isabéis composta numa aula de tratamento de dados. O dormir nas aulas da Sonia Dahab. As aulas do Manuel Baganha com bolas de berlim que me davam desejos. O medir no elevador. As pontuações às pessoas que passavam. O cortar na casaca do pessoal da turma. As galas: o "vamos dedicar esta canção à turma", "por favor deixa-me dançar em paz", os abraços. As bebedeiras. Os professores. As jantaradas. As cafezadas. O "mini-erasmus". Os três meses de férias. As horas passadas nas salas de computadores. As horas no bar sem fazer nenhum. A mudança do bar fixe para o bar dos ricos. As visitas à Sotancro, Tagus, Jornal de Notícias, Destak. A viagem de finalistas ao Brasil: a mha buba e a da mary, a "reshisthente", "a maria já anda de gatas", o chuveiro do bidé, o "roubo" da mala da Ana, o bazar sem pagar, o passeio de bugy, o passeio das bananas, os meus pés sensíveis, a decepção do alcatraz. O baile de finalistas. A bênção. Os colegas de grupo.
Tenho a certeza de que me irei sempre recordar destes tempos. Porquê? Porque não desejarei esquecer.

segunda-feira, setembro 24, 2007

A religião

É algo que desprezo. Algo que evaporou na minha mente. Nem sempre foi assim. Pedia à minha mãe para ir à catequese, ia à missa aos domingos de manhã (sempre com a intenção de ir à pastelaria tomar o pequeno-almoço), aprendi o Pai-nosso e o Ave-maria (a muito custo), fiz promessas das quais ainda hoje são difíceis de me separar. Mas isso foi até ao dia em que perdi os meus avós. Aí percebi. De que adiantava rezar? De que me adiantava cumprir as promessas? As coisas acontecem por si próprias. Apenas nós podemos fazer com que elas se realizem. Apenas nós poderemos alcançar o que desejamos. Ninguém pode ter a responsabilidade pelos nossos erros. Ninguém pode ser venerado quando cumprimos os nossos objectivos. Por isso me faz confusão a fé. Principalmente em pessoas que julgo inteligentes. No entanto, respeito. Nem todos podemos pensar da mesma maneira. Nem todos podemos agir da mesma maneira. E ainda bem que assim é. Somos pessoas diferentes. E a diferença é algo que valorizo.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Verão Alentejano

O "bom dia" a toda a gente. As ruas vazias e chamuscadas pelo sol que não deixa descansar a velha vila. O som do grilo e das corujas, que dizem, adivinham mortes próximas.
O sino da igreja que, de quando em vez, anima o quotidiano. Os buracos nas estradas já por si quase sem alcatrão. As festinhas compostas pela bela da tasca e pelo som pimba que convida a dançar. O cheiro nauseabundo devido às descargas na ribeira, que ao fim da tarde, intimidam os seres vivos. As vizinhas que se atropelam por uma novidade. O estacionamento gratuito em qualquer parte da vila. O sossego ao início da tarde. Os bancos da Câmara onde, à sombra, se aninham os idosos. As cobras, abelhas, libelinhas e outros tantos insectos que se atravessam na vida de um transeunte. A água que serve a população inundada em calcário. As escolas vazias. O lar de idosos a abarrotar. O sossego, a brisa quente e a aparente paragem no tempo na qual os escouralenses sobrevivem.

Liberdade

Ser livre é poder fazer aquilo que quisermos fazer, ouvir aquilo que desejamos ouvir, pensar aquilo que devemos pensar, sonhar aquilo que imaginamos sonhar. Existem várias formas de liberdade mas todas elas possuem algo em comum: o verbo poder; este vocábulo, a que tão pouca ou nenhuma importância lhe damos. As fronteiras do "eu posso" não existem, mas o comum dos mortais delimita-o com o "eu não posso". As pessoas julgam-se presas a algo a que não se aprisionam. As pessoas julgam-se livres quando se desprendem de algo a que não estão sujeitas. E quando realmente nada puderem fazer, continuarão sem aceitar a magnitude e complexidade do sentido da palavra "liberdade".

domingo, setembro 09, 2007

Canção das Isabéis


Quando aqui chegámos,
Ficámos a anhar, mas não faz mal,
Conhecemos o Team Areias.
Só depois notaram,
Que éramos as três Isabéis,
Todas Isabéis.
Aos jantares não vamos fugir,
Se houver a sangria,
Mas quem pagam são as fotografias,
Das Isabéis...

Aifos, Sevla, Aneleh,
Lebasi, Lebasi...

Ana, Zu e Lena, numa aula de Tratamento de Dados, 2003

Re-descoberta

Sinto que voltei a ser eu. As minhas tatuagens lunáticas nunca estiveram tão visíveis, mesmo por baixo da roupa. Deixei de as esconder. As...