domingo, janeiro 17, 2010
quinta-feira, janeiro 14, 2010
GC
É desesperante quando o tempo parece não passar. Quando temos frio e a porta é deixada aberta. Quando queremos ouvir música e alguém a desliga. Quando queremos material e não o temos. Quando almoçamos comida fria ou temos de carregar com o tupperware porque não há micro-ondas. Quando actualizamos várias vezes a conta do Outlook para que chegue um email que nos dê trabalho. Quando olhamos para tudo o que foi feito e o tudo o que está a ser feito e nos deparamos com a realidade de que não há nada para fazer. Quando já vimos todos os emails e já cuscámos toda a gente no Facebook. Quando queremos falar e não temos ninguém. Quando queremos descer e apanhar o ar da rua e não temos companhia. Quando queremos aproveitar a cidade e não temos dinheiro. Estas quatro paredes parecem-me cada vez mais perto e o ar começa a escassiar. 36.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Desemigrar
Há muito tempo que vivo à frente de uma decisão, decisão essa que me acompanha na minha rotina do dia-a-dia e nos meus pensamentos. Tenho-a obrigado a manter-se escondida, atrás de mim, na minha sombra. Mas por vezes, os meus actos ou palavras deixam escapar sinais, pistas, peças de um puzzle que a podem reconstruir. A necessidade e a passagem do tempo irão obrigar-me a expô-la.
terça-feira, dezembro 15, 2009
Reescrever
Pois é... já lá vão mais de três meses que não escrevo uma palavra neste blog. Posso admitir que não foi por escassez de tempo, como acontecia há uns meses atrás, mas sim por falta de motivação/inspiração. Falta-me algo eu sei. Talvez um sitio, um espaço em casa ou fora dela que seja neutro, onde possa olhar para a rua e para as pessoas sem ter de explicar porque o estou a fazer. Talvez um emprego novo, que me faça libertar as linhas do cérebro que ficaram presas e me ajude a voltar a pensar. Vou procurar.
sexta-feira, novembro 06, 2009
terça-feira, setembro 01, 2009
No outro lado da cidade
A cidade continua a ser inundada por centenas de pessoas a toda a hora;
embora agora não conheça nem uma ínfima parte.
A cidade continua a manter-se acordada para a vida nocturna;
embora agora tenha de estar concentrada 100% no trabalho todos os dias da semana.
A cidade continua a oferecer várias alternativas para sair de casa;
embora agora a conta bancária esteja bem menos recheada.
Voltei àquela cidade onde vivi seis meses,
mas agora para o lado que desconhecia.
embora agora não conheça nem uma ínfima parte.
A cidade continua a manter-se acordada para a vida nocturna;
embora agora tenha de estar concentrada 100% no trabalho todos os dias da semana.
A cidade continua a oferecer várias alternativas para sair de casa;
embora agora a conta bancária esteja bem menos recheada.
Voltei àquela cidade onde vivi seis meses,
mas agora para o lado que desconhecia.
quarta-feira, julho 15, 2009
Adorei os momentos de família no piso CBR: as picardias, as risotas, as conversas, os jantares, as parvoíces - obrigada Manel por existires e por me teres juntado àqueles dois marmanjos.
Adorei ter a casa Ibiza virada do avesso depois de mais uma festa, com sacos de lixo que nunca mais acabavam e umas manchas pretas coladas no chão - obrigada vecinos porque nunca se queixarem dos barulhos e dos cubos de gelo e cinzas atirados pela janela.
Adorei receber as visitas dos meus amigos e de amigos da sara que afinal de contas passaram a ser meus amigos também - obrigada por virem na altura certa.
Adorei os nomes que me foram atribuídos: fofinha, lenix, bichinha, limon, filhota, lééna, rosinhas, foca, lindinha - obrigada pelo "carinho".
Adorei as festas a que fui, as pessoas que conheci, os momentos que vivi - obrigada por me darem essa oportunidade.
Adorei aquele adorar que fica, que nos dá nostalgia e saudades, que nos prende às pessoas e aos sítios, que nos faz recordar de tudo e todos.
Adorei ter a casa Ibiza virada do avesso depois de mais uma festa, com sacos de lixo que nunca mais acabavam e umas manchas pretas coladas no chão - obrigada vecinos porque nunca se queixarem dos barulhos e dos cubos de gelo e cinzas atirados pela janela.
Adorei receber as visitas dos meus amigos e de amigos da sara que afinal de contas passaram a ser meus amigos também - obrigada por virem na altura certa.
Adorei os nomes que me foram atribuídos: fofinha, lenix, bichinha, limon, filhota, lééna, rosinhas, foca, lindinha - obrigada pelo "carinho".
Adorei as festas a que fui, as pessoas que conheci, os momentos que vivi - obrigada por me darem essa oportunidade.
Adorei aquele adorar que fica, que nos dá nostalgia e saudades, que nos prende às pessoas e aos sítios, que nos faz recordar de tudo e todos.
segunda-feira, julho 13, 2009
Colgando en tus manos - Carlos Baute y Marta Sanchez
"Quizá no fue coincidencia encontrarme contigo.
Tal vez esto lo hizo el destino.
Quiero dormirme de nuevo en tu pecho
y después me despierto en tus besos.
Tu sexto sentido aún sueña conmigo,
Sé que pronto estaremos unidos.
Esa sonrisa traviesa que vive conmigo,
Sé que pronto estaré en tu camino.
Sabes que estoy colgando en tus manos,
Así que no me dejes caer.
Sabes que estoy colgando en tus manos.
Te envío poemas de mi puño y letra.
Te envío canciones de cuatro cuarenta
Te envío las fotos cenando en Marbella
Y cuando estuvimos por Venezuela.
Y así me recuerdes y tengas presente
Que mi corazón está colgando en tus manos.
Cuidado, cuidado,que mi corazón esta colgando en tus manos.
No perderé la esperanza de hablar contigo,
no me importa que dice el destino,
quiero tener tu fragancia conmigo
y beberme de ti lo prohibido,
Sabes que estoy colgando en tus manos,
Así que no me dejes caer,
Sabes que estoy, colgando en tus manos.
Te envío poemas de mi puño y letra.
Te envío canciones de cuatro cuarenta
Te envío las fotos cenando en Marbella
Y cuando estuvimos por Venezuela.
Y así me recuerdes y tengas presente
Que mi corazón está colgando en tus manos.
Cuidado, cuidado,que mi corazón esta colgando en tus manos.
Cuidado, cuidado mucho cuidado, cuidado
Marta, yo te digo, me tienes en tus manos
No me importa que dice el destino,
Quédate conmigo
Lo quiero todo, verti tus lábios tu cariño no olvido;
Te envío poemas de mi puño y letra.
Te envío canciones de cuatro cuarenta
Te envío las fotos cenando en MarbellaY cuando estuvimos por Venezuela.
Y así me recuerdes y tengas presente
Que mi corazón está colgando en tus manos.
Cuidado, cuidado,que mi corazón esta colgando en tus manos.
Tal vez esto lo hizo el destino.
Quiero dormirme de nuevo en tu pecho
y después me despierto en tus besos.
Tu sexto sentido aún sueña conmigo,
Sé que pronto estaremos unidos.
Esa sonrisa traviesa que vive conmigo,
Sé que pronto estaré en tu camino.
Sabes que estoy colgando en tus manos,
Así que no me dejes caer.
Sabes que estoy colgando en tus manos.
Te envío poemas de mi puño y letra.
Te envío canciones de cuatro cuarenta
Te envío las fotos cenando en Marbella
Y cuando estuvimos por Venezuela.
Y así me recuerdes y tengas presente
Que mi corazón está colgando en tus manos.
Cuidado, cuidado,que mi corazón esta colgando en tus manos.
No perderé la esperanza de hablar contigo,
no me importa que dice el destino,
quiero tener tu fragancia conmigo
y beberme de ti lo prohibido,
Sabes que estoy colgando en tus manos,
Así que no me dejes caer,
Sabes que estoy, colgando en tus manos.
Te envío poemas de mi puño y letra.
Te envío canciones de cuatro cuarenta
Te envío las fotos cenando en Marbella
Y cuando estuvimos por Venezuela.
Y así me recuerdes y tengas presente
Que mi corazón está colgando en tus manos.
Cuidado, cuidado,que mi corazón esta colgando en tus manos.
Cuidado, cuidado mucho cuidado, cuidado
Marta, yo te digo, me tienes en tus manos
No me importa que dice el destino,
Quédate conmigo
Lo quiero todo, verti tus lábios tu cariño no olvido;
Te envío poemas de mi puño y letra.
Te envío canciones de cuatro cuarenta
Te envío las fotos cenando en MarbellaY cuando estuvimos por Venezuela.
Y así me recuerdes y tengas presente
Que mi corazón está colgando en tus manos.
Cuidado, cuidado,que mi corazón esta colgando en tus manos.
quinta-feira, julho 09, 2009
O relógio marca o final dos seis meses.
Madrid inspirou-me, libertou-me dos meus fantasmas e deu-me uma nova cor. Foram seis meses intensos, contados por histórias inesquecíveis e outras tantas que desejarei não recordar. Vividos por pessoas importantes que fizeram com que hoje, amanhã e nos próximos dias sinta um aperto de pensamentos nostálgicos. Conheci locais que me farão para sempre recordar de momentos que aí vivi e descobri os sabores de novas bebidas e ressacas de mata-ratos.
Sinto-me cansada, a precisar de repôr energias (e provavelmente alguns órgãos), mas feliz!
sábado, junho 27, 2009
...
Hoje é daqueles dias que a comida não passa, que o álcool não escorrega, que o tabaco não entra;
Em que os pensamentos se atropelam na cabeça, chocam, voltam para o mesmo sítio e trocam de posição;
Em que a emoção luta com a razão, e a consciência com a inconsciência.
É daqueles dias que se tem tanto para fazer mas que não apetece fazer nada;
Em que o único pensamento que surge é sempre o mesmo;
Em que desejaríamos partir a cabeça nas paredes.
...
Hoje é daqueles dias que a comida não passa, que o álcool não escorrega, que o tabaco não entra;
Em que os pensamentos se atropelam na cabeça, chocam, voltam para o mesmo sítio e trocam de posição;
Em que a emoção luta com a razão, e a consciência com a inconsciência.
É daqueles dias que se tem tanto para fazer mas que não apetece fazer nada;
Em que o único pensamento que surge é sempre o mesmo;
Em que desejaríamos partir a cabeça nas paredes.
...
quarta-feira, junho 24, 2009
Ese piso de Ibiza
Uma porta blindada que raramente é trancada.
Um candeeiro à porta que se estragou da primeira vez que foi montado.
Aquecimento individual que nunca foi ligado.
Um frigorífico que resmunga cada vez que lhe tocam.
Três caixotes de reciclagem, apesar de se utilizar quase sempre um.
Uma casa de banho de senhores e outra de senhoras.
Uma lista de dicas para emagrecer colado na parede.
Um cronograma, um relatório do hospital, frases míticas, postais, cartazes, rede do metro.
Um sofá com muitas histórias para contar.
Um mega plasma.
Um livro de visitas sem tinta.
Sempre a mesma toalha de mesa.
Velas e candeeiros.
Um cachimbo de água.
Uma varanda que costuma ser o refúgio de muitos convidados.
Estrelas, recados e fotos.
Luzes ambiente que promovem o ambiente chill out.
Quadros debaixo da cama.
Cerelac escondida no armário.
Peças de decoração da avozinha desaparecidas.
Roupa e sapatos espalhados pela varanda.
Garrafas de bebida.
Pó e cotão.
Um candeeiro à porta que se estragou da primeira vez que foi montado.
Aquecimento individual que nunca foi ligado.
Um frigorífico que resmunga cada vez que lhe tocam.
Três caixotes de reciclagem, apesar de se utilizar quase sempre um.
Uma casa de banho de senhores e outra de senhoras.
Uma lista de dicas para emagrecer colado na parede.
Um cronograma, um relatório do hospital, frases míticas, postais, cartazes, rede do metro.
Um sofá com muitas histórias para contar.
Um mega plasma.
Um livro de visitas sem tinta.
Sempre a mesma toalha de mesa.
Velas e candeeiros.
Um cachimbo de água.
Uma varanda que costuma ser o refúgio de muitos convidados.
Estrelas, recados e fotos.
Luzes ambiente que promovem o ambiente chill out.
Quadros debaixo da cama.
Cerelac escondida no armário.
Peças de decoração da avozinha desaparecidas.
Roupa e sapatos espalhados pela varanda.
Garrafas de bebida.
Pó e cotão.
terça-feira, junho 02, 2009
segunda-feira, junho 01, 2009
Branco no branco
"Branco no branco. Não se distingue, se mistura. Não se conhecem os limites, não se conhecem os contornos. Branco no branco é branco e não há outra interpretação a fazer. É branco o papel sem tinta. É branco o gelo que anseia por ser água. É branco o puro e o transparente. É branco a ausência de cores e o contrário de negro. É branca a lua onde borbulham desejos. É branca a luz que aclara a visão. São brancas as asas dos anjos suspensas. São brancas as nuvens que borrifam água. É branco o ontem, o hoje e o amanhã."
.
Num dia difícil, depois de uma noite em "grande", e num dos museus espalhados por Madrid, vi um quadro que se intitulava de "Branco no branco" que me retrata agora e me deu inspiração para teclar umas letras.
Num dia difícil, depois de uma noite em "grande", e num dos museus espalhados por Madrid, vi um quadro que se intitulava de "Branco no branco" que me retrata agora e me deu inspiração para teclar umas letras.
domingo, maio 24, 2009
quinta-feira, maio 21, 2009
Estou na varanda da minha casa, abafada por uma noite quente e escura. Ouvem-se os carros ao longe e diálogos de pessoas que passam na rua. De repente sinto uma picada no coração. Foi um bicho...o bicho da saudade. Saudades das picardias, dos abraços, dos desabafos, das cafezadas e jantaradas, das cusquices, das histórias, da alegria, das bebedeiras, dos conselhos. De tudo e de todos.
terça-feira, maio 12, 2009
Milano
Fazer uma surpresa às minhas Lebasi, viagem super barata, conhecer Milão e viajar. Estas foram as razões que me levaram a voar até Milão no passado fim de semana.
"Milão continua com aquele cheiro moribundo de uma cidade abafada, onde o vento não sopra, onde as pessoas não dormem, onde os metros e eléctricos não respiram… uma cidade movida de uma energia positiva imensa que, apesar da agitação, nos transmite uma brutal sensação de paz e tranquilidade..." - by Ana Lebasi
De destacar: o ranger de dentes, o portão de casa a abrir-se depois de termos perdido as esperanças, a italiana que vomitou o taxi e o taxista a ameaçá-la de porrada, o barulho que os italianos fazem em qualquer lado onde estejam, as gajas vestidas de hospedeiras de bordo que pediam dinheiro para a despedida de solteira, o taxista que nos avisou que a pé só chegaríamos ao destino no dia seguinte de manhã, a bebedeira do pessoal de erasmus, o carro da música, as caipirinhas a 4€, os imensos holas, os 6.10€ de bandeirada dos táxis, o aperitivo no barco que se mexia, o atropelamento da aninhas, o calor insuportável na discoteca e a dificuldade em pedir bebidas, o pólen no ar, os telemóveis sem dinheiro, os cães nos restaurantes, as coca colas quentes, o perigo dos pombos, as fotografias no Duomo. O Lorenzo, o Giácomo, a Lígia, o João, o Bart, a Alexandra, a Teresa.

"Milão continua com aquele cheiro moribundo de uma cidade abafada, onde o vento não sopra, onde as pessoas não dormem, onde os metros e eléctricos não respiram… uma cidade movida de uma energia positiva imensa que, apesar da agitação, nos transmite uma brutal sensação de paz e tranquilidade..." - by Ana Lebasi
De destacar: o ranger de dentes, o portão de casa a abrir-se depois de termos perdido as esperanças, a italiana que vomitou o taxi e o taxista a ameaçá-la de porrada, o barulho que os italianos fazem em qualquer lado onde estejam, as gajas vestidas de hospedeiras de bordo que pediam dinheiro para a despedida de solteira, o taxista que nos avisou que a pé só chegaríamos ao destino no dia seguinte de manhã, a bebedeira do pessoal de erasmus, o carro da música, as caipirinhas a 4€, os imensos holas, os 6.10€ de bandeirada dos táxis, o aperitivo no barco que se mexia, o atropelamento da aninhas, o calor insuportável na discoteca e a dificuldade em pedir bebidas, o pólen no ar, os telemóveis sem dinheiro, os cães nos restaurantes, as coca colas quentes, o perigo dos pombos, as fotografias no Duomo. O Lorenzo, o Giácomo, a Lígia, o João, o Bart, a Alexandra, a Teresa.
quinta-feira, maio 07, 2009
Fiesta Hortera
Passados dois meses, aqui vão as fotos da nossa fesa hortera que acabou na famosa discoteca "Chocolate" em que o nome diz tudo...lol...senti que tinha voltado a casa!
Semana Santa Road Trip: Granada
Londres, Marrocos ou Tunisia. Depois de vários dias à procura de voos baratos, chegámos à conclusão que em altura das férias da Páscoa o melhor era mesmo ficar cá dentro. Juntámos um grupo de pessoas, e decidimos, após algumas reuniões e dezenas de emails diários, o destino de férias: Granada e Almuñecar! Alugámos um carro e fomos em direcção ao sul de Espanha.
Estivémos lá durante quatro dias e onde muitas histórias se passaram... a confusão da super tia de trol com trolley... a cuca que insistia em guardar miolos aos cantos da boca para comer ao lanche... a nossa aventura de horas pela serra nevada... a confusão da super tia do pequeno tibete pelo verdadeiro tibete, e a consequente confusão dos habitantes da serra do nosso carro da pepecar pelos apanhados da televisão... o restaurante marroquino que obrigava a que cada pessoa comesse um prato... as mamas enormes que as mulheres tinham... a queda da sara de um muro em alhambra que quase terminou no hospital (era simplesmente a perna dormente).. o estrangeiro a tentar-nos vender droga... o puto suicida...a boca à sara e à lena...
Aqui ficam algumas fotos.


Estivémos lá durante quatro dias e onde muitas histórias se passaram... a confusão da super tia de trol com trolley... a cuca que insistia em guardar miolos aos cantos da boca para comer ao lanche... a nossa aventura de horas pela serra nevada... a confusão da super tia do pequeno tibete pelo verdadeiro tibete, e a consequente confusão dos habitantes da serra do nosso carro da pepecar pelos apanhados da televisão... o restaurante marroquino que obrigava a que cada pessoa comesse um prato... as mamas enormes que as mulheres tinham... a queda da sara de um muro em alhambra que quase terminou no hospital (era simplesmente a perna dormente).. o estrangeiro a tentar-nos vender droga... o puto suicida...a boca à sara e à lena...
Aqui ficam algumas fotos.


quarta-feira, abril 29, 2009
Ao fim de mais de três meses em Madrid acho que sou capaz. Capaz de dizer o que penso, o que vejo, o que sinto da cidade.
Uma cidade escavada na serra, com um cheiro que ainda não consigo identificar bem, mas que será qualquer mistura de fritos com pó. Fritos que só os espanhóis são capazes de comer ao pequeno-almoço, recheados com chocolate ou outras especiarias a transbordar de glicose. Pó que entra pelo mais ínfimo buraco das casas, que se acumula atrás das portas e que se esconde por debaixo da cama.
Uma cidade que reúne milhares de pessoas vindas do outro canto do mundo: peruanos, mexicanos, argentinos, colombianos, bolivianos. Imigrantes que trabalham no Burguer King, que exercem as profissões de empregada de limpeza e que limpam as ruas. Imigrantes cujas feições não escondem as suas origens. Olhos rasgados, morenos e pequenos.
Uma cidade que vive uma vida que ainda não tinha experienciado. Uma vida de tapas, imperiais e diversão. Uma vida sempre a sorrir e confiante. De flamenco, reggaeton, salsa, merengue e pouca música estrangeira. De presunto, croquetes, tortilhas, queijo, ovos mexidos, sandes e lombo. (E fritos novamente.)
Uma cidade que caminha de metro por ruas rectas, sem subidas nem descidas. Sem buracos no chão nem calçada. Onde os polícias se vestem de civis, e os civis de policias (em discotecas principalmente).
Uma cidade cara que me deixa sempre sem trocos. Jantares a 20€, almoços a 10€, entradas em discotecas a 15€, bebidas a 10€, passe a 50€, renda da casa a 500€. Uma cidade pequena, limitada pela serra, que facilmente se visita num fim-de-semana (apesar de eu ainda não o ter descoberto na minha agenda).
Uma cidade que não tem barreiras à integração. Que se alegra por conhecer novas pessoas. Uma cidade que recebe sol, chuva e neve. Frio e calor.
Uma cidade que canta o hino à língua espanhola e ao patriotismo. Que estranha a voz real dos actores de cinema e que evita soltar uma palavra estrangeira.
Uma cidade que sobrevive sem violência. Sem facas, tiros ou violações. Que sobrevive de técnicas de roubo silencioso, sem vestigios.
Sim, acho que já sou capaz de dizer o que penso, o que vejo, o que sinto da cidade.
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Re-descoberta
Sinto que voltei a ser eu. As minhas tatuagens lunáticas nunca estiveram tão visíveis, mesmo por baixo da roupa. Deixei de as esconder. As...
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Sinto que voltei a ser eu. As minhas tatuagens lunáticas nunca estiveram tão visíveis, mesmo por baixo da roupa. Deixei de as esconder. As...
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