domingo, fevereiro 14, 2010

Barata tonta

Hoje é daqueles dias destinados a pensar, a repensar, a criar, a desfazer. Em que pequenas coisas se tornam maiores, em que me assalta um sentimento de impotência e um leve rasgar de confusão. Se fingir que as coisas não existem, se as esconder num sitio onde ninguém as possa encontrar, talvez isto passe e perceba que tudo não passa do simples facto de ter muito tempo livre para pensar.

Trevo de quatro folhas

Há quatro anos criei este blog. Numa altura não muito fácil para mim, em que tinha já acumulado muita coisa que necessitava de dizer a alguém, fosse de que forma fosse; com outros nomes, com personificações; eu lá arranjava forma de me expressar, algo que sempre para mim me foi difícil.
Hoje é uma forma de contar/marcar a quem lê o que se vai passando comigo. Não deixo no entanto de tentar usar um sentido diferente aos textos para me proteger, e nem todos são publicados. Esses escreve-os simplesmente, não porque queira que as pessoas o leiam, mas porque tenho necessidade de os escrever. Acredito que haja muita gente que não entenda metade do sentido de alguns textos, mas porque esses são dirigidos a alguém em especial.
E é aqui, neste espaço, que estão representados os meus altos e baixos, os meus medos e os meus anseios, as minhas preocupações e as minhas alegrias.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Volver

Não sei explicar. É qualquer coisa entre o querer e o não querer. Entre o poder e o não poder. Entre o que é certo e o que não é certo. Entre o que é válido e o que não é válido. Deixar Madrid deixa-me um sentimento que não consigo explicar.
A melhor decisão é voltar, já pensada e repensada vezes sem contas; não há margens para dúvidas de que é isso que é o melhor e é isso que eu quero. Mas cada vez que penso que me vou embora daqui, que vou deixar esta cidade que me diz muita coisa, fico nostálgica e com um desejo ingénuo de apagar o rastro do verbo optar.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

É agora

Há treze anos que esperamos por este momento. Naquele jogo das escondidas, atrás do prédio em construção em frente à casa da Mafalda. Tinha eu 11 anos... god, como o tempo passa depressa!
Até os nomes dos filhos já estão criados desde há muito tempo: Jéssica e Paulinho Júnior (onde estavam com a cabeça?! lol). E é já em Abril que se realizará o casório mais desejado na terra.
Laura e Andreia não se esqueçam do combinado: é para arrasar! :) (P.S.: Andreia, resolve primeiro a tua vida please!:p És a nossa última esperança!)

domingo, janeiro 17, 2010

Ausente!

Calcula as horas por meses, E os dias por anos; e cada pequena ausência é uma eternidade.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

GC

É desesperante quando o tempo parece não passar. Quando temos frio e a porta é deixada aberta. Quando queremos ouvir música e alguém a desliga. Quando queremos material e não o temos. Quando almoçamos comida fria ou temos de carregar com o tupperware porque não há micro-ondas. Quando actualizamos várias vezes a conta do Outlook para que chegue um email que nos dê trabalho. Quando olhamos para tudo o que foi feito e o tudo o que está a ser feito e nos deparamos com a realidade de que não há nada para fazer. Quando já vimos todos os emails e já cuscámos toda a gente no Facebook. Quando queremos falar e não temos ninguém. Quando queremos descer e apanhar o ar da rua e não temos companhia. Quando queremos aproveitar a cidade e não temos dinheiro. Estas quatro paredes parecem-me cada vez mais perto e o ar começa a escassiar. 36.
Vi um blog que me pareceu bastante interessante. Espreitem: http://chicosymojitos.blogspot.com

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Desemigrar

Há muito tempo que vivo à frente de uma decisão, decisão essa que me acompanha na minha rotina do dia-a-dia e nos meus pensamentos. Tenho-a obrigado a manter-se escondida, atrás de mim, na minha sombra. Mas por vezes, os meus actos ou palavras deixam escapar sinais, pistas, peças de um puzzle que a podem reconstruir. A necessidade e a passagem do tempo irão obrigar-me a expô-la.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Reescrever

Pois é... já lá vão mais de três meses que não escrevo uma palavra neste blog. Posso admitir que não foi por escassez de tempo, como acontecia há uns meses atrás, mas sim por falta de motivação/inspiração. Falta-me algo eu sei. Talvez um sitio, um espaço em casa ou fora dela que seja neutro, onde possa olhar para a rua e para as pessoas sem ter de explicar porque o estou a fazer. Talvez um emprego novo, que me faça libertar as linhas do cérebro que ficaram presas e me ajude a voltar a pensar. Vou procurar.

terça-feira, setembro 01, 2009

No outro lado da cidade

A cidade continua a ser inundada por centenas de pessoas a toda a hora;
embora agora não conheça nem uma ínfima parte.
A cidade continua a manter-se acordada para a vida nocturna;
embora agora tenha de estar concentrada 100% no trabalho todos os dias da semana.
A cidade continua a oferecer várias alternativas para sair de casa;
embora agora a conta bancária esteja bem menos recheada.

Voltei àquela cidade onde vivi seis meses,
mas agora para o lado que desconhecia.

quarta-feira, julho 15, 2009

Adorei os momentos de família no piso CBR: as picardias, as risotas, as conversas, os jantares, as parvoíces - obrigada Manel por existires e por me teres juntado àqueles dois marmanjos.
Adorei ter a casa Ibiza virada do avesso depois de mais uma festa, com sacos de lixo que nunca mais acabavam e umas manchas pretas coladas no chão - obrigada vecinos porque nunca se queixarem dos barulhos e dos cubos de gelo e cinzas atirados pela janela.
Adorei receber as visitas dos meus amigos e de amigos da sara que afinal de contas passaram a ser meus amigos também - obrigada por virem na altura certa.
Adorei os nomes que me foram atribuídos: fofinha, lenix, bichinha, limon, filhota, lééna, rosinhas, foca, lindinha - obrigada pelo "carinho".
Adorei as festas a que fui, as pessoas que conheci, os momentos que vivi - obrigada por me darem essa oportunidade.
Adorei aquele adorar que fica, que nos dá nostalgia e saudades, que nos prende às pessoas e aos sítios, que nos faz recordar de tudo e todos.

segunda-feira, julho 13, 2009

Colgando en tus manos - Carlos Baute y Marta Sanchez

"Quizá no fue coincidencia encontrarme contigo.
Tal vez esto lo hizo el destino.
Quiero dormirme de nuevo en tu pecho
y después me despierto en tus besos.

Tu sexto sentido aún sueña conmigo,
Sé que pronto estaremos unidos.
Esa sonrisa traviesa que vive conmigo,
Sé que pronto estaré en tu camino.

Sabes que estoy colgando en tus manos,
Así que no me dejes caer.
Sabes que estoy colgando en tus manos.

Te envío poemas de mi puño y letra.
Te envío canciones de cuatro cuarenta
Te envío las fotos cenando en Marbella
Y cuando estuvimos por Venezuela.
Y así me recuerdes y tengas presente
Que mi corazón está colgando en tus manos.
Cuidado, cuidado,que mi corazón esta colgando en tus manos.

No perderé la esperanza de hablar contigo,
no me importa que dice el destino,
quiero tener tu fragancia conmigo
y beberme de ti lo prohibido,

Sabes que estoy colgando en tus manos,
Así que no me dejes caer,
Sabes que estoy, colgando en tus manos.

Te envío poemas de mi puño y letra.
Te envío canciones de cuatro cuarenta
Te envío las fotos cenando en Marbella
Y cuando estuvimos por Venezuela.
Y así me recuerdes y tengas presente
Que mi corazón está colgando en tus manos.
Cuidado, cuidado,que mi corazón esta colgando en tus manos.

Cuidado, cuidado mucho cuidado, cuidado
Marta, yo te digo, me tienes en tus manos
No me importa que dice el destino,
Quédate conmigo
Lo quiero todo, verti tus lábios tu cariño no olvido;
Te envío poemas de mi puño y letra.
Te envío canciones de cuatro cuarenta
Te envío las fotos cenando en MarbellaY cuando estuvimos por Venezuela.
Y así me recuerdes y tengas presente
Que mi corazón está colgando en tus manos.
Cuidado, cuidado,que mi corazón esta colgando en tus manos.

quinta-feira, julho 09, 2009

O relógio marca o final dos seis meses.

Madrid inspirou-me, libertou-me dos meus fantasmas e deu-me uma nova cor. Foram seis meses intensos, contados por histórias inesquecíveis e outras tantas que desejarei não recordar. Vividos por pessoas importantes que fizeram com que hoje, amanhã e nos próximos dias sinta um aperto de pensamentos nostálgicos. Conheci locais que me farão para sempre recordar de momentos que aí vivi e descobri os sabores de novas bebidas e ressacas de mata-ratos.

Sinto-me cansada, a precisar de repôr energias (e provavelmente alguns órgãos), mas feliz!

sábado, junho 27, 2009

...
Hoje é daqueles dias que a comida não passa, que o álcool não escorrega, que o tabaco não entra;
Em que os pensamentos se atropelam na cabeça, chocam, voltam para o mesmo sítio e trocam de posição;
Em que a emoção luta com a razão, e a consciência com a inconsciência.
É daqueles dias que se tem tanto para fazer mas que não apetece fazer nada;
Em que o único pensamento que surge é sempre o mesmo;
Em que desejaríamos partir a cabeça nas paredes.
...

quarta-feira, junho 24, 2009

Ese piso de Ibiza

Uma porta blindada que raramente é trancada.
Um candeeiro à porta que se estragou da primeira vez que foi montado.
Aquecimento individual que nunca foi ligado.
Um frigorífico que resmunga cada vez que lhe tocam.
Três caixotes de reciclagem, apesar de se utilizar quase sempre um.
Uma casa de banho de senhores e outra de senhoras.
Uma lista de dicas para emagrecer colado na parede.
Um cronograma, um relatório do hospital, frases míticas, postais, cartazes, rede do metro.
Um sofá com muitas histórias para contar.
Um mega plasma.
Um livro de visitas sem tinta.
Sempre a mesma toalha de mesa.
Velas e candeeiros.
Um cachimbo de água.
Uma varanda que costuma ser o refúgio de muitos convidados.
Estrelas, recados e fotos.
Luzes ambiente que promovem o ambiente chill out.
Quadros debaixo da cama.
Cerelac escondida no armário.
Peças de decoração da avozinha desaparecidas.
Roupa e sapatos espalhados pela varanda.
Garrafas de bebida.
Pó e cotão.

segunda-feira, junho 01, 2009

Branco no branco

"Branco no branco. Não se distingue, se mistura. Não se conhecem os limites, não se conhecem os contornos. Branco no branco é branco e não há outra interpretação a fazer. É branco o papel sem tinta. É branco o gelo que anseia por ser água. É branco o puro e o transparente. É branco a ausência de cores e o contrário de negro. É branca a lua onde borbulham desejos. É branca a luz que aclara a visão. São brancas as asas dos anjos suspensas. São brancas as nuvens que borrifam água. É branco o ontem, o hoje e o amanhã."
.
Num dia difícil, depois de uma noite em "grande", e num dos museus espalhados por Madrid, vi um quadro que se intitulava de "Branco no branco" que me retrata agora e me deu inspiração para teclar umas letras.

domingo, maio 24, 2009

"Peco pelo que não vivi.
Recordo o que não fiz.
Vejo o que não é visível.
Acordo a pensar naquilo que não existe.
Castigo quem não merece."

É um mundo inventado, perdido na imaginação e escondido pela experiência de vida.

quinta-feira, maio 21, 2009

Estou na varanda da minha casa, abafada por uma noite quente e escura. Ouvem-se os carros ao longe e diálogos de pessoas que passam na rua. De repente sinto uma picada no coração. Foi um bicho...o bicho da saudade. Saudades das picardias, dos abraços, dos desabafos, das cafezadas e jantaradas, das cusquices, das histórias, da alegria, das bebedeiras, dos conselhos. De tudo e de todos.

Re-descoberta

Sinto que voltei a ser eu. As minhas tatuagens lunáticas nunca estiveram tão visíveis, mesmo por baixo da roupa. Deixei de as esconder. As...