segunda-feira, setembro 09, 2013
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. "
domingo, abril 01, 2012
Está a ser uma experiência melhor que o esperado que me está a tornar independente a todos os níveis. Não dependo de nada nem de ninguém.
Sinto-me orgulhosa e feliz.
sábado, outubro 15, 2011
Há meses que procuro casa na esperança de trazer alguma mudança, que já procuro e já devia ter acontecido há algum tempo. Mudança. Isso estou de acordo de que necessito, e muito. Mas para onde me devo virar? Para uma casa nova? Para um emprego novo? Para um país diferente? Há tantos prós e contras.
Não gosto de tomar estas decisões. Não gosto e pronto.
terça-feira, junho 28, 2011
domingo, maio 29, 2011
Hoje é daqueles dias que tudo volta à estada zero
Em que se sente que o objectivo não foi cumprido
Que apenas apetece ficar o dia inteiro a dormir.
Hoje é daqueles dias que se pensa mais de mil vezes na mesma coisa sem chegar a nenhuma conclusão,
Em que apetece fugir para outro planeta,
Para um planeta melhor.
quinta-feira, maio 19, 2011
"Não"
Que destrói o ego dos mais valentes,
Que apaga esperanças e sonhos.
É a única palavra que nos faz desistir,
E que mesmo assim é impossível aceitar.
Não, não, não.
Quem me dera que esta palavra não existisse.
segunda-feira, março 28, 2011
Apneia
Foi como se de repente, todo o ar que havia à minha volta não fosse suficiente para me manter "viva". Como se deixassem de haver motivos para respirar.
A respiração tornara-se ainda mais ofegante, e o ar cada vez mais longe.
Senti-me doente, sem forças, a desmaiar.
É possível respirar sem ar?
(obrigado à Claudinha pela inspiração)
sábado, março 19, 2011
Danke schön...
Por me ensinares que todas as receitas culinárias podem ter alho francês.Que se pode sacar gajos mesmo usando "all stars" roxos.Que se pode falar muito sem ser entediante.Que existe música para além do Ben Harper.Que tudo à nossa volta pode ser mega ou brutal.Que é possível subir até ao último degrau da "escadaria".Que se pode sorrir quando se quer chorar.Que os sonhos são possíveis se fizermos algo por eles.Por me aturares nos momentos bons e maus.Por tudo aquilo que sabes e o que não sabes.Danke schön.
domingo, fevereiro 27, 2011
"Entra no jogo"
sábado, janeiro 22, 2011
Spotless Mind
domingo, julho 25, 2010
Leave This World Alive
sábado, junho 12, 2010
"Droga"
sexta-feira, abril 30, 2010
New Wave
segunda-feira, abril 26, 2010
Double me
quinta-feira, abril 01, 2010
Mal por mal
Já sou quem tu queres que eu seja:
tenho emprego e uma vida normal.
Mas quando acordo e não sei
quem eu sou, quem me tornei
eu começo a bater mal...
O teu bem faz-me tão mal.
Já me enquadro na tua estrutura,
não ofendo a tua moral,
Mas quando me impões o "meu bem"
e eu ainda o sinto aquém,
o teu bem faz-me tão mal,
O teu bem faz-me tão mal.
Sei que esperas que não desiluda,
Que por bem siga o teu ideal.
Mas não quero sentir ninguém
Por mais que me queiras bem.
O teu bem faz-me tão mal,
O teu bem faz-me tão mal!
Sei que me vais virar do avesso
Se eu te disser foi em mim que apostei.
Não, não é nada que me rale
Mesmo que me faças mal.
Do avesso eu te direi:
O teu mal faz-me tão bem!
sexta-feira, março 26, 2010
Turista
sábado, março 06, 2010
Estado de invisibilidade
Ando e ninguém vê
Falo e ninguém ouve
Toco e ninguém sente
Morro e ninguém chora.
domingo, fevereiro 14, 2010
Barata tonta
Trevo de quatro folhas
Hoje é uma forma de contar/marcar a quem lê o que se vai passando comigo. Não deixo no entanto de tentar usar um sentido diferente aos textos para me proteger, e nem todos são publicados. Esses escreve-os simplesmente, não porque queira que as pessoas o leiam, mas porque tenho necessidade de os escrever. Acredito que haja muita gente que não entenda metade do sentido de alguns textos, mas porque esses são dirigidos a alguém em especial.
E é aqui, neste espaço, que estão representados os meus altos e baixos, os meus medos e os meus anseios, as minhas preocupações e as minhas alegrias.
Re-descoberta
Sinto que voltei a ser eu. As minhas tatuagens lunáticas nunca estiveram tão visíveis, mesmo por baixo da roupa. Deixei de as esconder. As...
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Sinto que voltei a ser eu. As minhas tatuagens lunáticas nunca estiveram tão visíveis, mesmo por baixo da roupa. Deixei de as esconder. As...
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"Branco no branco. Não se distingue, se mistura. Não se conhecem os limites, não se conhecem os contornos. Branco no branco é branco e ...
